OS OUTROS NÃO PODEM AGIR POR NÓS



A colunista Sidney Harris  contou essa estória:
Ela acompanhava um amigo a banca de jornais. O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente m, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo de Harris sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro. Quando os dois amigos desceram pela rua, o colunista perguntou:
- Ele sempre lhe trata com tanta grosseria?
- Sim, infelizmente é sempre assim.
- E você é sempre tão polido e amigável com ele?
- Sim, sou.
- Por que você é tão educado, já que ele tem um jeito ríspido com você?
- Por que não quero que ele decida como eu devo agir.

Quando somos donos de nós mesmos, não deixamos ninguém agir por nós, não nos curvamos diante de qualquer vento que sopra. Não importa como os outros são e sim como nós somos.
Hoje em dia, a maioria das pessoas não tem firmeza, somos influenciados facilmente.

É fácil ouvirmos  e nós mesmo falarmos frases do tipo:

- Ele me deixou enfurecido
- Seu comentário me embaralhou  terrivelmente.
- Você me pegou
- Esse tempo me deprime
- Você me deixa triste
- Esse trabalho me Irrita
Adoramos por a culpa, no tempo, pessoas e circunstâncias.
Podemos decidir como vamos enfrentar as lutas diárias. Se elas vão nos sufocar e cegar ou sacudir a poeira e buscar o crescimento.
Por favor não me entenda mal, não quero sugerir a negação das emoções.
A sugestão é equilibrar e  integrar as emoções.
As pessoas que são donas de si estão em sintonia com seus sentidos e emoções.
O filósofo Martin Heidegger , Discutindo as uniões de amor, menciona duas armadilhas que podem abalar o crescimento humano: uma satisfação complacente que mantém uma situação já estabelecida e, no outro extremo, uma atividade inquieta, que passa de uma distração para outra, a procura de algo  mais. O resultado, disto, é sempre Auto alienação. No amor, devemos possuir, saborear aquilo que temos, simultaneamente, tentar alcançar(amar) tudo O que pudermos, o mais plenamente possível. Esse é o equilíbrio alcançado pela pessoa plena entre o que é e o que pode ainda vir a ser algo mais. O resultado, disto, é sempre a auto alienação. No amor, devemos possuir, saborear aquilo que temos é simultaneamente tentar alcançar(amar) tudo o que pudermos, o mais plenamente possível.

Esse é o equilíbrio alcançado pela pessoa plena entre o que é e o que pode ainda vir a ser.        










   
         

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